Amamentação: processo vital para a saúde do bebê

O leite materno é composto por cerca de 160 substâncias representadas por proteínas, gorduras,

 

Amamentar é um ato vital para o bebê, e fundamental para a mãe. No final, ambos saem ganhando, pelo aprofundamento da relação entre ambos e o estreitamento de laços que vão durar a vida toda. Para a criança, além disso tudo, ingerir o leite materno é uma questão de saúde e desenvolvimento. O leite materno é composto por cerca de 160 substâncias representadas por proteínas, gorduras, carboidratos e células, sendo o alimento essencial para o desenvolvimento do bebê, possibilitando o aumento do número de anticorpos, ganho de peso para o bebê, e o desenvolvimento das estruturas orais envolvidas no ato de sugar. Enquanto o bebê está mamando no seio materno, ele ouve o som dos batimentos cardíacos e a respiração da mãe. Todas essas sensações são muito familiares, pois já eram percebidas quando ele estava no útero. Essas sensações acalmam o bebê, gerando bem-estar e carinho, colaborando para o desenvolvimento emocional. O ato de sugar é inato e é um reflexo de alimentação, pois visa a ingestão do leite materno. Além disso, durante a sucção, todas as estruturas orais (lábios, língua, bochechas e músculos da face) se desenvolvem e se fortalecem. O recém-nascido tem a mandíbula pequena e retraída (posicionada pata trás). Os movimentos que ele realiza para extrair o leite do seio materno favorecem o crescimento da mandíbula, proporcionando posição ideal para o surgimento dos dentes. O momento da amamentação deve ser o mais agradável possível para a mãe e o bebê. Sentar-se confortavelmente em um ambiente tranqüilo é o ideal. UTILIZANDO MAMADEIRAS Quando o aleitamento materno não for possível, é importante que o bebê alimentado por mamadeiras também experimente o contato íntimo de carinho com sua mãe, através do toque, do olhar e de carícias. Além disso, quando isso ocorre, é muito importante que a mãe seja orientada na escolha do tipo de mamadeira com que irá alimentar seu filho. O que acontece muitas vezes é que, por falta de informação, as mães acabam facilitando o processo de sucção, não permitindo que o bebê realize todo o esforço necessário para o correto desenvolvimento das estruturas orais. Assim, quando o bebê tiver de ser alimentado por mamadeira deverá fazê-lo de modo que possa, de forma similar, continuar desenvolvendo essas estruturas, caso contrário, poderá apresentar dificuldades para falar corretamente algumas palavras, apresentar problemas de má-oclusão dentária, flacidez de musculatura facial e respiração bucal. Isso porque as estruturas orais desempenham papel fundamental na fala, na mastigação, deglutição e respiração. A mamadeira com bico convencional (não ortodôntico) pode não ser capaz de proporcionar o desenvolvimento das estruturas orais. Quando o bebê é alimentado no seio materno, o alimento lhe traz prazer e satisfação. O esforço para realizar essa atividade exercita a região oral, acarretando as vantagens descritas anteriormente. Entretanto, alguns bebês que não são alimentados no peito, mas por meio da mamadeira de bico convencional, têm a tendência de introduzir o dedo na boca como uma forma de exercitar a musculatura. Os bicos convencionais de mamadeira são mais longos e apresentam um orifício grande, proporcionando um gotejamento rápido e diretamente na faringe, o que acaba facilitando a alimentação. O bebê, ao sugar a mamadeira com o bico convencional, não necessita fazer esforço, tendo sua fome satisfeita mais rapidamente. A mastigação é uma função condicionada e aprendida. Assim como, o bebê necessita sugar para desenvolver suas estruturas orais, ele, posteriormente, necessitará mastigar para continuar o desenvolvimento e amadurecimento dessas estruturas. Fonte: Junqueira P. Amamentação, hábitos orais e mastigação: orientações, cuidados e dicas. 2º ed. Revinter 2000; p.1-21.

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