Atenção à saúde: pequenos cuidados, grandes diferenças

Com a correria do dia-a-dia, muitas vezes, acabamos por esquecer de nós mesmos e comprometemos com isso a nossa saúde. Mas se engana quem pensa que essa situação aparentemente alarmante, não tem solução. Pequenos cuidados fazem grandes diferenças. “Falar sobre saúde requer mais que apontar números,

descrever doenças e seus tratamentos. Demanda estratégias de desmistificação, que priorizam a informação”, destaca o oncologista clínico Flávio José Reis, do Centro Especializado em Oncologia e Hematologia – Ceon. Um exemplo de que simples ações rotineiras dão resultados, é a prevenção do câncer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a doença é considerada a segunda causa de morte na maioria das nações. No Brasil é responsável por aproximadamente 15% do total de óbitos, perdendo apenas para doenças cardiovasculares e agentes externos, como acidentes de trânsito. “Raros são os casos que se devem exclusivamente a hereditariedade. As principais causas estão ligadas a fatores ambientais preveníveis, como hábitos alimentares, fumo, higiene pessoal e atividade sexual. Logo, a redução da incidência está diretamente associada às medidas de conscientização”, enfatiza Dr. Flávio.

CÂNCER DE OVÁRIO – O tumor considerado o mais fatal para as mulheres (cerca de 3/4 dos tumores malignos de ovário apresentam-se em estágio avançado no momento do primeiro exame) já pode ser detectado mais cedo. Organizações internacionais reconheceram alguns prenúncios característicos emitidos pelo corpo, que muitas vezes são ignorados por pacientes e médicos, como distensão ou inchaço abdominal, desconforto e dor pélvica ou abdominal, alterações urinárias e digestivas. “Por ser a neoplasia ginecológica mais difícil de ser diagnosticada, a demora compromete o tratamento e a cura. É preciso prestar atenção nos avisos que o nosso organismo emite”, previne a oncologista clínica Janyara Teixeira de Souza e Silva.

CÂNCER DE PRÓSTATA – Apesar de ser a neoplasia que mais atinge os homens com idade igual ou superior a 50 anos, e de ter uma estimativa para 2008 de 3.200 novos casos somente na região Centro-Oeste, o câncer de próstata quando diagnosticado precocemente, e tratado nessa fase, proporciona ao paciente uma alta chance de cura. A idade, assim como em outros cânceres, é um fator de risco importante. Cerca de 95% dos homens com idade superior a 80 anos, quando avaliados, apresentam algum tipo de alteração. Histórico familiar também pode aumentar a predisposição, assim como hábitos alimentares e estilo de vida. Segundo o oncologista clínico Bruno Carvalho de Oliveira “não há confirmação científica que o desenvolvimento do câncer de próstata esteja diretamente ligado à alimentação. No entanto, já está mais que comprovado que o benefício do aumento da qualidade de vida pode ajudar a diminuir não só o risco de câncer, mas de outras doenças”, relembra o médico. Detalhe: o Instituto Nacional de Câncer aconselha à população masculina que procure, a partir dos 50 anos, fazer uma avaliação anual com exame clínico (toque retal) e a dosagem do antígeno prostático específico (PSA – sigla em inglês).

DIGA NÃO AO CIGARRO – “A combinação alcatrão + monóxido de carbono + nicotina é responsável por 90% dos casos de câncer no pulmão, e 30% de outros tipos, como boca, faringe, pâncreas, rim e colo de útero”, informa o oncologista clínico Arturo Santana Otaño. Os números não podem ser ignorados: o fumo é responsável por cerca de cinco milhões de mortes anuais em todo planeta em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos), sendo no Brasil, 200 mil. Portanto, seguir pequenas regrinhas como não fumar, diminuir o consumo de álcool, ficar de olho na balança, praticar atividades físicas, e ter uma dieta balanceada rica em fibras, frutas e vegetais, não custa nada e são ótimos métodos de prevenção.

ED Comunicação Jornalista Responsável: Elizangela Dezincourt (1222/PA) Diretora de Divulgação e Imprensa: Vanessa Struckl www.edcomunicacao.com.br Fone/Fax: (61) 3233-0463 :: 9263-5312

Deixe uma resposta