Baixo consumo de minerais compromete saúde do brasileiro

Especialista Dr. Écio Souza aponta os motivos da desmineralização na saúde da população A maioria dos brasileiros não está acostumada a consumir alimentos ricos em minerais. Essa informação não é uma impressão geral e sim o resultado da mais completa

mais completa pesquisa científica já realizada sobre alimentação no Brasil, desenvolvida pela Unifesp – Universidade Federal do Estado de São Paulo em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP. O estudo chamado “Brazos Nutricional” avaliou 2.420 pessoas em 150 municípios das cinco regiões do país e mostrou que a nutrição do brasileiro, independente de sua classe social, é deficiente e principalmente em minerais, sendo o Cálcio e o Magnésio os elementos mais ausentes na alimentação. Outros apontamentos médicos mostram que a falta de um ou mais minerais está relacionada à ocorrência de mais de duzentas doenças, entre elas diabetes, hipertensão e osteoporose. Estudioso da formação orgânica da população brasileira, Écio Fábio Souza, médico veterinário graduado pela Escola de Medicina Veterinária da UFMG, iniciou, há 10 anos, um trabalho com a utilização de algas marinhas na nutrição humana e animal.

Seu trabalho analisa com profundidade as funções dos minerais, as conseqüências de uma alimentação deficiente destes elementos e também as alternativas para a prevenção de doenças decorrentes do déficit de minerais no organismo humano. A osteoporose, por exemplo, é hoje uma verdadeira epidemia. Uma em cada três mulheres e um em cada oito homens acima de 50 anos são portadores da doença. A OMS – Organização Mundial de Saúde – estima que no Brasil existam dez milhões de portadores de osteoporose, sendo que apenas 5% recebem tratamento adequado. Os custos, o tempo de ocupação de leito e a quantidade de pessoas que têm a morte motivada direta e indiretamente pela osteoporose, são maiores do que nos casos de câncer de mama e de próstata. “Pesquisas e médicos afirmam que a saúde óssea do brasileiro está comprometida e o risco de adquirir doenças crônicas é cada vez maior”, explica Écio.

Os minerais e os problemas do dia a dia Quando perdemos a paciência diante de algum problema e extravasamos de forma intempestiva, costumamos dizer ou ouvir que estamos “estressados”. Mas isso não é de todo exato, explica o site www.vidaporinteiro.com.br, mantido por dr. Écio. Na verdade, sob o ponto de vista fisiológico, o “stress” é uma tensão necessária ao desempenho fisiopsíquico. Exemplificando: quando um corredor espera pelo tiro de largada, a concentração de sua atenção provoca a liberação de certos hormônios como a adrenalina, forçando o retesamento dos músculos, a aceleração do batimento cardíaco e do ritmo respiratório. Isso é o stress e graças a todo esse processo, o atleta consegue reunir as energias para o seu objetivo, que é correr o mais rápido possível. Passado o momento decisivo, todos os níveis orgânicos voltam ao normal. O stress, como dispositivo de ação, é parte necessária à vida. Precisamos dele para resolver os problemas, superar obstáculos, fazer funcionar a criatividade e realizar nossos projetos.

A dificuldade começa quando perdemos o domínio sobre os estados emocionais e não conseguimos retornar ao equilíbrio após o emprego das energias liberadas pelo stress. A ingestão equilibrada de minerais ajuda diretamente no controle e prevenção dos estados de stress, somados a uma vida com atividades físicas, disciplina na utilização do tempo, exercício mental, cultivo da alegria e do bom relacionamento. Já a Tensão Pré-Menstrual, ou TPM, pode ser um incômodo tanto para a mulher que a sente como para as pessoas que a cercam. Como bem diz o nome, é um estado peculiar de ânimo que precede a menstruação. Variando de intensidade de mulher para mulher, é provável que todas sofram a TPM em algum grau. Estados irritadiços apresentam varias formas, passando pelo choro e alcançando, em alguns casos, até tendências a estados depressivos.

Organicamente, a TPM também provoca uma série de distúrbios, alguma dificuldade para concentrar-se, cansaço, falta de energia, insônia, sensação de inchaço, aumento da sensibilidade das mamas, dores de cabeça. A suplementação mineral também pode ajudar a combater as reações desse período. Pesquisas médicas relacionam o uso de cálcio, magnésio e vitamina B6 como fatores amenizadores dos incômodos de crises leves e moderadas de TPM em até 60%. Causas e conseqüências “A deficiência de minerais no solo que produz os alimentos, o processo de refino e industrialização das matérias-primas naturais, a vida agitada da atualidade e a falta de critério ao se alimentar fazem com que a necessidade da suplementação de minerais seja um fato emergencial”, alerta Écio. No caso da desmineralização do solo, ocorrências naturais por meio de intemperismos “levam” o solo e não proporcionam reposição. A terra fica “descalibrada” e as lavouras que levam adubação química não conseguem restituir os níveis originais de minerais. A planta tira apenas o que consegue e as próximas safras ficam cada vez mais fracas.

Alguns estudiosos fazem uma estreita relação entre a mineralização das pessoas e o desenvolvimento sócio-econômico e cultural de um povo. Nos EUA, por exemplo, por na década de 1930, um cientista constatou em suas pesquisas uma deficiência de minerais do solo do país. Seus estudos mostraram que a deficiência de minerais era refletida na alimentação, que por sua vez poderia afetar negativamente a capacidade intelectual e a força de trabalho do povo norte-americano e por conseqüência o futuro do país. Esta informação foi passada ao poder público e providências foram tomadas para reverter o quadro. Em ação conjunta entre governo e produtores rurais, grandes áreas de plantação foram mineralizadas. Fato sem comprovação histórico-científica, mas sintomática, após aproximadamente duas décadas desta ação, os EUA confirmaram sua posição hegemônica na economia e política mundiais. No Brasil, em 1998, levantamento realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, Universidade de Uberlândia e UFMG, constatou uma deficiência similar no solo brasileiro a que foi detectada nos EUA.

No entanto, após dez anos, poucas atitudes foram tomadas pelas esferas responsáveis. Paradoxos A pouca atenção às questões ligadas a mineralização dos cidadãos brasileiros acaba por criar paradoxos como, por exemplo, os resultados da grande importância dada aos minerais na medicina veterinária desde o início da década de 50. Atualmente, o produtor rural já sabe que improvável obter sucesso na produção de proteínas de origem animal (carne, leite, ovos) sem a utilização de uma boa nutrição com atenção especial à suplementação mineral. A conseqüência é observância de animais altamente saudáveis e com grande potencial de produção. De outro lado, é comum chegarmos a uma fazenda, a uma exposição ou feira agropecuária e nos depararmos ao lado de animais bem mineralizados, bonitos e saudáveis, proprietários e suas famílias com sintomas de deficiência de minerais, stress, diabetes, ossos frágeis, entre outros problemas de saúde. O comparativo que pode parecer brincadeira é efetivamente observado em muitas oportunidades. É certo, que nestes casos, o produtor não se mineralizou e nem à sua família, devido à falta de uma cultura de mineralização. Pois, se ele se dispôs a inserir os suplementos à alimentação do rebanho é porque já se sabe sobre a importância de tal procedimento. Continua apenas, portanto, a negligência a própria saúde humana.

Dr. Écio Souza Fonte: www.lithocalcium.com.br

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