Como cuidar das assaduras

Há cinco diferentes tipos de erupção possíveis na área das fraldas, que podem aparecer de forma

 

O contato da pele com fraldas úmidas, urina, fezes e materiais plásticos é que causam aquela irritação na pele do bebê, que chamamos de assadura. Tecnicamente são dermatites. Essas assaduras podem ser leves ou graves e a determinação do problema e do tratamento a ser adotado depende da intensidade das irritações inflamatórias da pele. Há cinco diferentes tipos de erupção possíveis na área das fraldas, que podem aparecer de forma separada ou sobreposta, e que devem ser considerados para definição do tratamento. 1) Dermatite Irritativa – é a mais comum, causada pelo contato com urina e fezes, que favorecem o atrito e deterioração da pele. A irritação crônica pode levar ao aparecimento de irritações mais graves e até feridas. Isso pode acontecer em casos de diarréia. 2) Candidíase – surge de 3 a 5 dias após o aparecimento da dermatite da área das fraldas. É geralmente uma superinfecção e raramente ocorre isoladamente. Somente o uso de antimicóticos não é suficiente para controlar essa situação. Consulte o pediatra para que ele a ajude a tratar ao mesmo tempo a dermatite de contato e a candidíase, e também a inflamação se houver. 3) Dermatite Seborréica – é mais comum em bebês que possuem dermatite seborréica em outros locais, como couro cabeludo, face, pescoço e outras regiões do corpo. Comumente a dermatite seborréica sofre superinfecção por cândida. 4) Psoríase da Área das Fraldas – assemelha-se à psoríase, com presença de placas descamativas de margem bem definida, geralmente causada pela cândida sobre lesões de dermatite seborréica. Em 10% a 15% dos casos, os lactentes podem desenvolver psoríase verdadeira. 5) Dermatite Atópica – ficam meio camufladas porque as fraldas impedem o ressecamento e a escoriação que desenvolvem as lesões do eczema atópico. Pele esfolada e coceira quando da retirada das fraldas indicam a presença de eczema atópico. Tratamento Diminuir a umidade; Limpar suavemente a região; Utilizar cremes que tenham a função de proteção e barreira; Manter o aleitamento materno; Nos casos mais graves recorra ao pediatra para o tratamento mais adequado. Assaduras são comuns em bebês, mas podem se transformar num problema grave se não forem tratadas adequadamente e na hora certa. Por isso, não hesite em levar seu bebê ao pediatra sempre que notar que a irritação, ainda que leve, não está diminuindo. Texto baseado em artigo da Dra. Susana Giraldi, Mestre em Pediatria pela UFPR e do Dr. Nelson Augusto Rosario, Chefe do Serviço de Alergia e Imunologia do Departamento de Pediatria do Hospital de Clínicas de Curitiba, publicado no site da J&J Brasil

Deixe uma resposta