Cuidados com a pele da criança

Nos prematuros, cuja defesa é ainda menor, a pele é mais sensível. Produtos químicos, medicações

 

A pele da criança, em especial a do recém-nascido, não está totalmente desenvolvida e por essa razão, sua principal função, a proteção, não é completa. Isso também ocorre com os anexos cutâneos: as glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas e folículos pilosos. Assim, quanto mais nova a criança, mais delicada e facilmente irritável é a sua pele. Nos prematuros, cuja defesa é ainda menor, a pele é mais sensível. Produtos químicos, medicações e outras substâncias podem penetrar na capa cutânea, provocando irritações ou mesmo alergias na criança. Com relação ao sol, a criança deve ficar exposta a irradiação solar por curtos períodos de tempo, afim de evitar que sua pele fique eritematosa ( avermelhada). Para prevenção do raquitismo, por exemplo, bastam 20 a 30 minutos de sol 3 a 4 vezes por semana, quantidade de radiação suficiente para produção de vitamina D, fixadora do cálcio nos ossos. Os banhos também não devem ser muito prolongados e quentes, pois, na pele da criança, a recuperação proporcionada pelo sebo protetor é mais lenta, devido às glândulas sebáceas não estarem totalmente desenvolvidas. No entanto, em alguns recém-nascidos e lactantes, pode ocorrer aumento da oleosidade nas dobras e, em especial, na do couro cabeludo com a formação da crosta láctea, placa amarelada sebosa na região da moleira, que pode ser removida com sabonetes, após aplicação de óleo para criança, ligeiramente aquecido. As glândulas sudoríparas são facilmente obstruídas quando há aumento da temperatura corpórea, em decorrência de febre ou excesso de agasalhos. O quadro clínico, basicamente, são lesões eritemato-papulo-vesiculo-edematosas, geralmente no tronco e abdomen: é a miliária vulgarmente conhecida como ” brotoeja”. É também comum que ocorram, em crianças, processos infecciosos nas dobras ( intertrigo), devido à sudorese, à descamação, ao uso de substâncias irritantes, à umidade excessiva no local e à presença de dejetos naturais. O intertrigo é infectado freqüentemente por bactérias ou leveduras do gênero Cândida, tornando-se necessários, nestes casos, tomar cuidados especiais. As áreas de dobras devem ser limpas com água tépida, esponja ou buchas bem macias e sabonetes de baixa alcalinidade. Após a higienização, secar bem o local. As roupas das crianças devem ser folgadas, frescas e o agasalho, necessário às condições climáticas do momento. Na criança, é comum a ocorrência da chamada dermatite de fraldas. Trata-se de processo inflamatório na área das fraldas, com eritema e infiltração. Dependendo da intensidade do quadro, podem surgir vesículas, pústulas, escoriações e mesmo fissuras. O contato prolongado com a urina, as fezes e produtos irritantes é o principal responsável pela doença, que pode ser agravada por infecções provocadas por bactérias e leveduras. O melhor tratamento é a prevenção e, para isso deve-se evitar que a criança fique molhada por muito tempo. A exposição da área a pequenas quantidades de sol, sem que a pele fique vermelha pode contribuir na profilaxia da dermatite de fraldas. Prof. Dr. José Eduardo Costa Martins Dermatologia Tel: (11) 288-4332

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