Hipertensão: um mal cada vez mais frequente

Mais conhecida como pressão alta, a hipertensão pode causar infarto

 

 

Mais conhecida como pressão alta, a hipertensão pode causar infarto do miocárdio ou derrame cerebral. O perigo é ainda maior quando está associada a outros fatores de risco, tais como o fumo ou o colesterol elevado. É conceituada como síndrome caracterizada pela presença de níveis tensionais elevados, associados a alterações metabólicas e hormonais. Considerada um dos principais fatores de risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares, seu custo social é alto, sendo responsável por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho em nosso meio. CAUSAS Indivíduos que apresentam pressão arterial classificada como normal limítrofe (pressão sistólica entre 130 mmHg e 139 mmHg e pressão diastólica entre 85 mmHg e 89 mmHg) e aqueles que apresentam fatores genéticos, com história familiar de hipertensão constituem o grupo de maior risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial. O aparecimento desses níveis de pressão arterial é facilitado pelo estilo de vida, que inclui elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio, alta ingestão calórica e excessivo consumo de álcool. Os dois últimos fatores de risco são os que mais contribuem para o desenvolvimento de peso excessivo ou obesidade, que estão diretamente relacionados à elevação da pressão arterial.

 

O papel do estresse psicológico e do sedentarismo na etiopatogenia da hipertensão arterial ainda aguarda provas mais definitivas, embora existam evidências de que modificações no estilo de vida relacionada a esses fatores podem ser benéficas no tratamento da hipertensão arterial. SINTOMAS Normalmente é assintomática, podendo ocasionalmente apresentar dores de cabeça. O que deve ser levado mais em consideração é a investigação sobre os fatores de risco: dislipidemia, tabagismo, Diabete Mellitus, obesidade e sedentarismo, alteração de peso, características do sono, função sexual, outras afecções concomitantes, como doença pulmonar obstrutiva crônica e gota. DIAGNÓSTICO É basicamente estabelecido pelo encontro de níveis tensionais permanentemente elevados, acima dos limites de normalidade, quando a pressão arterial é determinada por meio de métodos e condições apropriados. Portanto, a medida da pressão arterial é o elemento-chave para o estabelecimento do diagnóstico da hipertensão arterial. Para confirmação do diagnóstico, devem ser realizadas no mínimo três medidas em dias diferentes. TRATAMENTO Tratamento não-medicamentoso ou modificações do estilo de vida – tem como principal objetivo diminuir a morbidade e a mortalidade cardiovasculares que favoreçam a redução da pressão arterial: redução do peso corporal; redução na ingestão de sal/sódio; aumento da ingestão de potássio; redução do consumo de bebidas alcoólicas; exercício físico regular; abandono do tabagismo; controle das dislipidemias e do Diabete Mellitus; suplementação de cálcio e magnésio; medidas anti-estresse. Tratamento medicamentoso – esse visa a reduzir os níveis de pressão para valores inferiores a 140 X 90mmHg. www.agecefrj.com.br

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