HPV – Mais grave do que parece

Para se ter uma idéia, em 1990, uma em cada cinco

 

 

Para se ter uma idéia, em 1990, uma em cada cinco mulheres que procuravam o ginecologista era portadora do vírus. Segundo cálculos do ginecologista Wagner J. Gonçalves, responsável pelo setor de Oncologia Cirúrgica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, entre 15% e 20% das mulheres de classe média com idade entre 20 e 35 anos e vida sexual ativa apresentam o HPV. Na verdade, sua incidência é superior a de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a gonorréia, o que faz o médico chamar a atenção para a possibilidade de uma epidemia! A contaminação ocorre essencialmente durante as relações sexuais, pelo contato genital. A partir daí, o vírus se instala no interior de uma célula da vagina ou da vulva para conseguir sobreviver. Pode ficar ali, em estado latente, sem causar nenhum sintoma, ou então provocar lesões.

 

Os sinais mais característicos são pequenas verrugas que surgem na região dos lábios genitais. Às vezes, ocasiona coceira, corrimento e ardência, além de dor ou desconforto nas relações sexuais. Mas isso não é o pior. Sua simples presença no interior da célula pode atrapalhar o processo de divisão celular – como você sabe, as células do nosso organismo estão sempre se renovando e, para isso, elas têm que se dividir. Ao prejudicar essa divisão, o HPV pode levar ao aparecimento de células defeituosas que dão origem a lesões pré-cancerosas. Estas, por sua vez, estão sujeitas a evoluir e virar um câncer, invadindo tecidos subjacentes e se espalhando pelo organismo. Mais de 90% das vítimas de câncer de colo do útero possuem o HPV. Tipo de câncer feminino mais freqüente no Brasil, o tumor de colo uterino é muito comum em países subdesenvolvidos. “Leva anos para uma lesão inicial de HPV se transformar em câncer”. “Se a mulher fizer os exames preventivos conforme o recomendado, isto é, pelo menos uma vez por ano, o problema pode ser diagnosticado e tratado muito antes de evoluir para quadros mais graves”, assegura a ginecologista e obstetra Beleza Terra. Prevenir é fácil O principal aliado da mulher para se prevenir é o Papanicolaou, que consiste na retirada, com uma espátula, de células da parede vaginal e do colo uterino para serem avaliadas no microscópio.

É um exame importante porque permite suspeitar da presença do vírus antes de ele manifestar sintomas ou provocar feridas. Como o HPV contamina células superficiais e intermediárias da pele e da mucosa, eventualmente algumas com tais modificações associadas à presença desse vírus podem ser captadas e identificadas. Nesses casos, o resultado indica uma lesão sugestiva de HPV. O segundo aliado é a colposcopia, exame que permite observar a superfície do colo uterino com auxílio de um aparelho óptico e identificar pequenas feridas que não são vistas a olho nu. Sempre que uma lesão for encontrada, os especialistas recomendam fazer uma biópsia, a análise microscópica de células recolhidas do local. Se escapa do Papanicolaou, dificilmente o HPV passa pela biópsia. Fonte: www2.uol.com.br/simbolo/corpoacorpo

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