Obesidade genética e obesidade ambiental

O obeso genético

 

 A estimativa da tendência genética que uma pessoa tenha para engordar vai ser fundamental na definição da estratégia a ser adotada no seu tratamento. Algumas características simples podem servir como um bom indicador desta tendência genética. Através dela podemos caracterizar, para fins práticos, um determinado indivíduo como obeso genético ou obeso ambiental. São características da obesidade genética: 1. Outros casos de obesidade na família. Logicamente é um dado importante, pois quando ocorre a obesidade entre parentes próximos é muito mais provável que a pessoa tenha herdado genes de predisposição para o ganho de peso. 2. Maus resultados em tratamentos anteriores. O obeso genético geralmente conta que, quando tentou emagrecer antes, encontrou muita dificuldade. A perda de peso era obtida com muito sacrifício e, por qualquer descuido, rapidamente o peso era recuperado. 3. Início precoce do problema de peso. Em geral o obeso genético começa a lutar contra o peso ainda muito jovem, freqüentemente na infância. A obesidade ambiental, em contrapartida, tende a apresentar as seguintes características:

 

1. Nenhum ou poucos casos de obesidade na família, em geral com excesso de peso moderado. 2. Bons resultados em tratamentos anteriores, mas depois de uma boa perda de peso a pessoa se descuida, volta a comer errado, pára com a atividade física e engorda novamente. 3. Início mais tardio do problema de peso. O obeso ambiental geralmente começa a engordar em conseqüência de algum fator desencadeante. Os mais freqüentes são: gestação, puberdade, casamento, menopausa, interrupção de atividade física, uso de medicamentos ou interrupção de tabagismo. Obesidade genética e ambiental Qual a importância prática de dividir os obesos em genéticos e ambientais? Vejamos um exemplo do conceito de obesidade genética aplicado na prática. Se um obeso ambiental precisar de um remédio para ajudá-lo a emagrecer, este remédio pode ser usado, por exemplo, durante uns 6 meses. Se, neste período de tratamento, o paciente consegue mudar efetivamente seus hábitos de vida, passando a praticar atividades físicas regularmente e a comer de forma saudável, este medicamento poderá ser retirado sem que ocorra recuperação do peso perdido. Se o paciente for um obeso genético, provavelmente ele precisará do remédio por tempo indeterminado, porque, interrompendo, terá uma grande probabilidade de recuperar todo o peso perdido. www.emagrecimento.com.br

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