Parto normal X parto cesárea

Vários trabalhos científicos mostram que a cesariana mata 5 vezes mais que o parto normal

 

Semanas atrás, uma revista de repercução nacional publicou um artigo sobre as cesarianas que me deixou estarrecido. Mostrou os avanços cirúrgicos e anestésicos de uma cesariana convocando as mulheres a não se sentirem culpadas por escolherem essa via de parto e justificando as indicações por parte dos médicos para atender a sua clientela. Vejam como um artigo pode destruir o esforço das campanhas realizadas pelo Ministério da Saúde, pela Associação Paulista de Medicina e por vários meios de comunicação que tentaram orientar pacientes, médicos e trabalhadores da área de saúde no sentido de mostrar que o parto normal é a melhor opção tanto para o bebê como para sua mãe. Vários trabalhos científicos mostram que a cesariana mata 5 vezes mais que o parto normal. O risco de infecção é 11 vezes maior além de deixar maior quantidade de sequelas cirúrgicas se for comparado com o parto normal. E o risco de prematuridade? De hemorragias? De lesões intestinais e na bexiga? Disso o artigo não fala. A cesariana é um ato cirúrgico de médio porte que é fantástica quando bem indicada mas que pode se transformar num pesadelo quando praticada aleatoriamente como muitos assim o querem. A evolução de um parto é uma arte que deve ser aprendida e não apedrejada. A cesariana é uma conduta com indicações precisas e não uma solução “cômoda” para a equipe médica ou para a família. Como Planejar sua Gestação Uma boa preparação para receber o bebê deve começar 6 meses antes de engravidar, evitando assim complicações com o feto e com a própria mãe. Quem está acima do peso deve pensar em entrar em forma bem antes da chegada da cegonha. Mulheres obesas tem maior chance de desenvolver hipertensão arterial e diabetes na gravidez, além de ter maiores dificuldades no parto. Algumas vacinas já podem ser dadas às futuras mães antes da gestação como a contra rubéola, contra hepatite B e contra o tétano. Cigarros devem ser postos de lado. Parto prematuro, retardo de crescimento intrautero, bebês com problemas respiratórios são algumas alterações associadas ao fumo. O ideal é que a mulher pare de fumar antes de engravidar, ainda mais sabendo que o cigarro pode afetar até sua fertilidade. Quanto antes tomar essa decisão melhor para sua saúde e a de seu filho. E aqui vai uma boa dica: a mulher que planeja engravidar não pode esquecer dos prazos de carência exigidos pelos planos de saúde. Faça um bom plano para sua assistência na gestação e ao parto. Dr. José Bento

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