Por que a caminhada?

 

A inatividade física é uma característica das sociedades modernas onde o progresso e a tecnologia afastaram a necessidade da atividade física vigorosa, antes fundamental para a sobrevivência do ser humano. O aumento da caminhada entre a população,

se dá devido a importância da prática de algum tipo de atividade física e por não exigir habilidades diferenciadas e muito menos de dispor de locais específicos, podendo ser em ruas ou parques. Todos aprendem a caminhar muito cedo, podendo considerar que o Homem é biomecanicamente mais eficiente durante uma caminhada do que em uma aula de natação, já que seu meio lhe exige muito mais caminhar do que nadar. Ela permite ao iniciante começar o seu programa de exercícios com cargas bem leves de trabalho e, com o tempo,,ir progredindo lentamente, até atingir a intensidade ideal de treinamento. Segundo LIMA (1998) para que uma atividade física possa desencadear melhoria do condicionamento físico e, principalmente, da função cardiopulmonar entre outras alterações orgânicas esperadas, é necessário apresentar intensidade, duração e freqüência semanais mínimas.

O participante de um programa de exercícios físicos deve ter o conhecimento sobre os horários disponíveis para a atividade, o local, e principalmente a sua condição física mínima necessária para iniciar a prática, bem como, o custo energético dispendido. Quanto maior for o gasto calórico, maior a freqüência cardíaca e, quanto maior a absorção máxima de oxigÊnio, maior será o impacto causado pelo esforço. Segundo TORRES (2005) é preciso tomar alguns cuidados para que a caminhada seja eficiente: o ritmo é individual, mas é preciso ser constante e mais acelerado do que simplesmente passear, aumentando assim a freqüência cardíaca. Procurando contar os batimentos do pulso antes, durante e depois da caminhada, controlando a sua intensidade e seus efeitos. O ideal é praticar entre 65% a 85% da Freqüência Cardíaca Máxima (F.C.M.), que corresponde a 220 menos a idade da pessoa. Conforme COOPER (1982) nos retrata, “o esforço físico é constituído pela sua intensidade, volume e freqüência semanal. A potencialização do efeito aeróbico é conquistado com uma freqüência girando entre 70 % a 85% em relação a Freqüência Cardíaca Máxima (F.C.M.), isso é considerado o ideal, mas também pode ser trabalhado abaixo desta faixa.

Primeiramente é preciso determinar a F.C.M. através da fórmula: F.C.M + 220 – idade. O segundo passo é determinar a Freqüência Cardíaca de Repouso, contando quantas vezes o coração bate por minuto, essa medida deve ser feita a um período não inferior a 15 segundos de repouso ( 15” x 4 = 60” ) O terceiro passo é determinar qual o percentual de trabalho a ser realizado: um trabalho de 50% transforma-se em 0,50 para utilizar a fórmula: Frequncia Cardíaca Alvo = 0, ? Esforço. (F.C.M. – F.C. Repouso) + F.C. Repouso Indivíduo com 20 anos de idade tem F.C. M = 200 bat/minuto F.C. Alvo = 0,50 x (200 – 80) + 80 F.C. alvo = 140 batimentos/minuto Assim é possível perceber que manter a Freqüência Cardíaca Alvo é de extrema importância, pois esta é a chave-mestra para a obtenção dos máximos efeitos aeróbicos. Outro cuidado que um praticante deve ter é com sua vestimenta, que preferencialmente devem ser roupas adequadas para seu maior conforto e rendimento. “Exercício não é vacina”, que é feita uma vez na vida e a proteção dura para sempre. A chave é manter-se sempre em atividade. As razões exatas para o efeito protetor de alguns exercícios regulares não são ainda totalmente compreendidas, mas, com certeza, os efeitos positivos da caminhada podem ser observados em poucos dias de treinamento.

Mariele Galvagni Referências: COOPER, Keneth H. O programa aeróbico para o bem estar total. Rio de Janeiro: 1982. LIMA, Dartel Ferrari Caminhada – Teoria e Prática. Rio de Janeiro: 1998. www.mitrovorgabol.gspot.com.

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