Pré-menopausa

Quando os hormônios diminuem, são observadas alterações na pele e curvas

 

A pré-menopausa ou climatério é o período de transição que ocorre de 2 a 4 anos antes da última menstruação. Caracteriza-se pela irregularidade nos ciclos menstruais, diminuição nos níveis dos hormônios sexuais (progesterona e estrógeno) e presença de alguns sintomas como suores noturnos, fogachos (ondas de calor), perda da lubrificação vaginal, depressão, irritabilidade, ansiedade e insônia. Estes sintomas variam de uma pessoa para a outra. Quando os hormônios diminuem, são observadas alterações na pele e curvas da mulher. Isto acontece porque a falta de colágeno leva à perda de elasticidade da pele e dos vasos sangüíneos, com redução da massa muscular e aumento de gordura corporal localizada… Ah, bendita barriguinha!

 

A queda do estrógeno também leva a um aumento das taxas de colesterol e triglicérides que, por sua vez, pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Ocorre, ainda, um prejuízo na captação e absorção de cálcio pelos ossos levando à osteoporose. Por isso, é importante que você comece a cuidar de sua alimentação agora mesmo. Mas, que alimentos são indispensáveis para a mulher nesta fase? Neste período é preciso preservar a massa muscular e reduzir o acúmulo de gordura corporal para prevenir a osteoporose, fortificar o sistema imunológico etc. As regras básicas são: 1. Beber muita água – de 8 a 10 copos de água e sucos por dia. Isso ajuda a regular a temperatura do corpo pela transpiração, levam embora toxinas pela urina e transportam nutrientes e outras substâncias pelo corpo inteiro. 2. Evitar alimentos ricos em cafeína (café, chá mate, chá preto, etc.), refrigerantes e bebidas alcoólicas destiladas (pinga, uísque, etc.) ou fermentadas (cerveja). Essas bebidas atuam como diuréticos e aumentam a perda de líquidos e nutrientes pela urina. 3. Reduzir os alimentos gordurosos de origem animal e aumentar o consumo de azeite de oliva extra-virgem – rico em gorduras mono-insaturadas, diretamente associadas à redução do risco de desenvolvimento de doenças degenerativas. Apesar de caro, o azeite de oliva deve ser considerado um investimento em nossa saúde. 4. Diminuir o consumo de sal, pois se consumido em excesso, o sódio de sua composição pode levar à pressão alta ou hipertensão arterial. 5. Diminuir o consumo de açúcar refinado e das preparações que o contenham. Atenção: o excesso de açúcar se transforma em energia de reserva e aumenta nossa quantidade de gordura.

6. Dieta rica em cálcio – aumente o consumo dos alimentos que são fontes de cálcio, como leite, iogurte desnatado, queijos brancos e magros, soja e derivados, peixes, legumes, brócolis, couve, repolho, etc. O cálcio é fundamental para fortalecer os ossos, dentes e unhas. Só uma coisinha: não coma, na mesma refeição, alimentos fonte de cálcio com alimentos fonte de ferro (carnes, por exemplo), pois o cálcio prejudica a absorção do ferro e pode acabar sobrando uma anemia para você! 7. Procure incluir sementes de linhaça na sua alimentação diária, pois contém ligninas, um tipo de fitoestrogênio utilizado como alternativa na Terapia de Reposição Hormonal. O mesmo para os alimentos fonte de isoflavonas como os feijões, ervilhas, lentilhas grão de bico e a soja. Uma alimentação balanceada é o alicerce para uma boa saúde. As fases de pré-menopausa, menopausa e pós-menopausa precisam de muito equilíbrio nutricional para que seus possíveis danos orgânicos sejam minimizados e até excluídos. Por isso, lembre-se: todo o “querer” está em você, em sua mente. Fonte: www.centrinho.usp.br Suely Prieto de Barros Almeida Peres é diretora técnica do Serviço de Nutrição e Dietética do Centriho/USP.

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