Saiba como evitar a intoxicação alimentar

Cuidados ao servir os alimentos: não aguarde mais de 2 horas para servir o alimento. Nos restaurantes, os alimentos frios devem ser colocados no gelo, a…

 

Intoxicação alimentar ocorre quando uma pessoa ingere alimentos contaminados por certas bactérias. O aumento da temperatura cria condições favoráveis para a multiplicação das bactérias. Além disso, nessa época do ano é comum que as pessoas comam na praia ou em barraquinhas, sem saber a procedência dos alimentos. Em geral, a intoxicação alimentar é provocada por três tipos de bactérias: 1 – Clostrídios: são bactérias disseminadas pelas moscas, estão presentes no ar, na poeira e no chão. Sobrevivem à fervura durante horas seguidas. Em temperatura abaixo de 20ºC, ou acima de 60ºC, elas se mantêm inativas. Na maioria dos casos, a pessoa que foi contaminada por essa bactéria, tem fortes dores abdominais e diarréia. Este tipo de intoxicação alimentar deve ser combatida através de repouso e ingestão de grande quantidade de líquidos. De qualquer maneira, sempre procure um médico. Botulismo: Doença causada por uma bactéria do gênero Clostridium botulinum, é uma forma muito grave, embora rara, de intoxicação alimentar. Ao invés de atacar o intestino, como os outros tipos de intoxicação alimentar, ataca o sistema nervoso e requer um tratamento totalmente diferente, onde o paciente é internado num hospital, e submetido a um tratamento intensivo. As características clínicas incluem dor abdominal, dor de cabeça, vertigem, fraqueza, vômitos, paralisia aguda (incluindo paralisia respiratória), visão embaçada e dupla. Essa bactéria é encontrada na água, no solo, podendo estar presente em peixes, vegetais e frutas. A bactéria pode estar em todo tipo de conserva em latas e vidros, principalmente vegetais com pickles, vagem, milho, cogumelos, palmitos, ervilhas, alimentos defumados com carnes, patês. Ao comprar alimentos enlatados, observe a data de validade, e condições da lata. Não compre se a lata estiver amassada ou estufada. Antes de consumir alimentos acondicionados em vidros ou latas, ferva-os por 10 minutos. 2- Salmonela: essas bactérias contaminam todos os tipos de carne usados na nossa alimentação, antes do animal ser abatido. O cozimento completo da carne contaminada destrói totalmente as bactérias nocivas. A gravidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa, dependendo da quantidade de toxina ingerida e da resistência natural de cada organismo. Embora a intoxicação por salmonela quase nunca cause enjôos e dores de estômago, a pessoa contaminada pode ter, além da diarréia, um pouco de febre e dor de cabeça. Nos casos menos graves, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de compensar a perda de líquidos provocada pela diarréia ou pelos vômitos, serão o bastante para a recuperação, mas de qualquer maneira procure um médico.

 

3- Estafilococos: esse microorganismo está presente na superfície da pele humana, principalmente em torno do nariz, e em certas infecções cutâneas, como machucados, espinhas e furúnculos. Um corte infeccionado na mão ou no braço de uma dona de casa que prepara uma refeição para sua família, por exemplo, pode contaminar os alimentos se eles não forem cozidos a um temperatura de 60ºC ou mais durante no mínimo meia hora. Os sintomas são tonturas e náuseas, acompanhados de vômito. É sempre aconselhável procurar um médico. Toxinas químicas: Algumas toxinas encontradas em alguns alimentos, como cogumelos, podem ser causadoras de intoxicações químicas. – Lave sempre as mãos antes de preparar os alimentos; – Mantenha a temperatura do refrigerador abaixo de 4º centígrados; – Mantenha peixes, carnes, ovos e laticínios na geladeira até o momento de prepará-los. Alimentos fora do refrigerador, nos períodos de verão, têm o risco de apresentarem o crescimento da bactéria Salmonella, causadora de infecções gastrointestinais; – Alimentos que sobram de uma refeição devem ser congelados imediatamente, para consumo posterior, ou jogados fora; – Crustáceos devem ser bem cozidos – podem conter, por exemplo, vírus causadores da hepatite, ou bactérias causadoras de intoxicação alimentar; – Cuidados ao servir os alimentos: não aguarde mais de 2 horas para servir o alimento. Nos restaurantes, os alimentos frios devem ser colocados no gelo, a temperaturas próximas de 0º, e os pratos quentes devem ser mantidos aquecidos acima de 60º; – Não deixe alimentos congelados degelarem por si – bactérias podem crescer na sua superfície externa. Sempre é mais seguro degelar o alimento no forno de microondas ou colocá-lo sob água corrente; – Utensílios usados devem ser lavados cuidadosamente antes de receberem novas porções, mesmo que seja do mesmo alimento; – Cuidado com a água que você consome – na dúvida, beba apenas água mineral; – Alimentos comprados de ambulantes ou de barracas de praia são sempre arriscados, principalmente quando não se pode precisar as condições de higiene de seu preparo. Além disso, vendedores ambulantes de praia, com alimentos dentro de cestos expostos ao calor, correm o risco de estarem vendendo um alimento que se deteriorou pelo tempo de exposição fora da geladeira; – Lave em água corrente verduras e frutas; – Certifique-se de que os alimentos estão sendo cozidos da maneira correta; – Se você tiver um ferimento nas mãos ou nos braços, antes de manusear os alimentos, proteja o machucado com esparadrapo e use luvas de borracha. IMPORTANTE Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo. Fonte: – Assessoria Departamental de Vigilância Epidemiológica de Limeira – SP – Medialsaude

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