Uso prolongado de anticoncepcional dificulta a gravidez?

Acreditar que a mulher possa ter dificuldades em engravidar por tomar pílula anticoncepcional por um tempo prolongado é

 

 

“Acreditar que a mulher possa ter dificuldades em engravidar por tomar pílula anticoncepcional por um tempo prolongado é um mito”, comenta a ginecologista Ceci Mendes Carvalho Lopes. Ela conta ainda que esse receio é incutido na cabeça da mulher como um castigo pessoal. “Fica aquele sentimento de `serei castigada por Deus`.” Formulada à base de hormônios sintéticos, a pílula anticoncepcional mais utilizada é composta de estrogênio e progesterona. “O estrogênio impede a liberação do hormônio responsável pelo crescimento e amadurecimento do óvulo. Já o progesterona bloqueia a ovulação propriamente dita”, explica o ginecologista Marcello Valle.

 

Por serem bastantes similares aos hormônios naturais da mulher, o estrogênio e a progesterona da pílula anticoncepcional dificilmente podem trazer algum problema futuro à gravidez da mulher. “Estudos mostram que não há evidência de que a infertilidade seja aumentada pelo uso da contracepção oral por qualquer período de tempo. Também não é necessário que se faça as pausas entre as cartelas. O retorno aos ciclos ovulatórios se dá já no primeiro mês após a interrupção do tratamento”, explica Valle. Mulheres que passam anos tomando pílula sem nunca terem tentado engravidar podem não ter conhecimento de sua condição fértil.

“É muito freqüente que uma mulher que nunca tenha testado sua fertilidade, descubra que tem um problema quando resolve tentar engravidar”, comenta Ceci. Outro dado importante é que a taxa de fertilidade da mulher decresce com o passar dos anos. Então, se você pensa em protelar a gravidez para depois que sua carreira estiver estabilizada, tenha a consciência de que já não vai ser mais tão simples engravidar como o era quando você tinha lá seus 20 anos. Os médicos relembram ainda que alguns métodos anticoncepcionais, ao contrário das pílulas tradicionais, exigem um pouco mais de tempo para a readaptação do organismo feminino. “Os contraceptivos injetáveis de depósito podem dificultar, uma vez que o hormônio permanece circulante no organismo da mulher por um longo período”, finaliza Valle. Serviço Ceci Mendes Carvalho Lopes – ginecologista www.usp.br Marcelo Valle – ginecologista www.origen.com.br

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