Varizes: tratamentos e cuidados

 

Vários são os fatores que causam e agravam

 

As varizes são veias dilatadas, por alterações de suas paredes e válvulas comprometendo suas funções. As veias superficiais dos membros inferiores tem como função o retorno do sangue para o coração. Vários são os fatores que causam e agravam as varizes como, a hereditariedade, gravidez, obesidade, ficar muito tempo em pé, falta de exercícios ou atividades físicas excessivas, anticoncepcionais por tempo exagerado, exposição exagerada ao sol e ao calor. A hereditariedade tem um papel importante. Estudos revelam que 61% dos pacientes apresentam pelo menos um dos pais, mais frequentemente a mãe, com história de varizes. Os sintomas das varizes são os mais variados e dependem do tempo da evolução das complicações. O edema, em geral é a primeira complicação, inicia-se no tornozelo e, pode atingir até o joelho. É discreto e inexistente pela manhã e aumenta à tarde e sua intensidade depende se o paciente ficar muito tempo em pé ou sentado. .A dor , sensação de peso e cansaço aparecem em geral quando o paciente fica muito tempo em pé, melhorando com o repouso com pés elevados.

 

Nos casos de complicações como processos inflamatórios (celulite) ou úlcera , a dor pode tornar-se contínua. Não existe uma correlação entre o tratamento das varizes e os sintomas. Existem pacientes com varizes discretas que apresentam alterações de sensibilidade que causam verdadeiros sofrimentos, enquanto que outros com enorme cordões venosos que se queixam somente de seu aspecto anti estético. O tratamento bem conduzido não só traz alívio duradouro e benefício ao paciente, como constitue o único meio de evitar complicação. O tratamento de varizes compreede em : . Clínico . Esclerosante . Cirúrgico O tratamento clínico esta indicado em todos os casos como método exclusivo ou complementar. Como método exclusivo indica-se nos idosos, na gravidez avançada, nos portadores de doenças graves ou nos casos de recusa por parte do doente ao tratamento cirúrgico. Como cuidados profiláticos: – evitar ligas circulares ( hoje quase inexistentes) – evitar ficar em pé por períodos prolongados – fazer repouso com as pernas elevadas por breves períodos durante o dia – Sentar com os pés sobre um apoio durante as horas de trabalho, se este é sedentário – Praticar exercícios e ginásticas leves – Fazer massagens suaves nos membros, em direção centrípeta – Prevenir a obesidade – Usar métodos compressivos como as faixas e meias elásticas após indicação médica O uso de faixas e meias elásticas constituem , para alguns pacientes a única forma de tratamento, já que recusam a cirurgia.

A faixa ou meia deve ser colocada pela manhã. O emprego de medicamentos, tem ação no alívio dos sintomas, não agindo diretamente sobre a doença . Tratamento esclerosante (escleroterapia) Utilizado como tratamento isolado ou complementar ao cirúrgico. São utilizados para esclerose de pequenos vasos, que sem dúvida constituem a mais frequente manifestação da doença . Tratamento cirúrgico Constitue o recurso fudamental e de resultados mais rápidos e visíveis. Tipos de tratamentos cirúrgicos 1) Microcirurgia Sob anestesia local, este método consiste em realizar pequenas incisões e com auxílio da agulha de “crochet”, extrair a veia dilatada. Não é necessário pontos não deixando citrizes. 2) Fleboextração Subctânea Este método cirúrgico é utilizado para retirada de varizes maiores que necessitam de maiores incisões. Após a sutura de todas as incisões, o membro operado é enfaixado firmemente. É necessário permanecer cerca de 12 a 20horas internado no hospital. Após alta, inicia-se a deambulação , cerca de 10 minutos a cada uma hora. Dependendo da gravidade e da complexidade do caso operado, retornam a atividade plena após 15 a 30 dias. Os resultados observam-se imediatamente em relação aos sintomas: cessam as dores e a sensação de peso aos membros inferiores. Dr. Fernando Almeida Pires de Camargo Viana Angiologia e Cirurgia Vascular Tel: (11) 5549-2509 / (11) 5571-0627

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