Doenças da menstruação

 

 

As doenças que se manifestam durante a menstruação

As doenças que se manifestam durante a menstruação e desaparecem no período intermenstrual são chamadas de catameniais, entre as quais se destaca a cólica menstrual, ou dismenorréia. Em geral, ela é bem tolerada sem ajuda de analgésicos, porém, em muitas mulheres, pode tornar-se incapacitante.

Existem dois tipos principais de dismenorréia: a espasmódica, que afeta mais as jovens e se caracteriza pela ocorrência de cólicas espaçadas, e a congestiva, que atinge mulheres mais velhas e se caracteriza pela dor pesada, manifestando-se pouco antes do sangramento. Mal formações congênitas no útero ou lesões de aderências entre o útero, o ovário e as trompas com freqüência são responsáveis pela dismenorréia. Depois das cólicas menstruais, a mais comum é a enxaqueca, uma síndrome complexa que em geral se inicia com distúrbios visuais (escotomas) e evolui para uma forte dor de cabeça, freqüentemente incapacitante.

A asma, a insônia, a trombocitopenia menstrual (diminuição do número de plaquetas no sangue), a artrite, a epilepsia e o pneumotórax são outras manifestações catameniais. Podem ainda ocorrer sangramento nasal, gengival ou de origem pulmonar. Mas, de todas, a doença de maior incidência e gravidade é a endometriose: mal crônico provocado pela colonização de órgãos pélvicos pelas células do endométrio, levadas ao interior da pélvis durante a menstruação retrógrada. Considerada pela Organização Mundial da Saúde a principal causa de infertilidade feminina, a endometriose surge sempre depois da menarca e regride na menopausa.

Atinge cerca de 10% das mulheres e é a causa mais freqüente de dor pélvica, que pode ocorrer sob a forma de dismenorréia, dispareunia (dor durante o ato sexual) ou dor crônica contínua. Até a década de 60, o único meio de controlar esta doença era pela castração. Uma de suas vítimas mais famosas foi a atriz Marilyn Monroe. Hoje, o principal tratamento clínico consiste na suspensão da menstruação por meio da inibição da ovulação. Algumas drogas atuam além disso, reduzindo a produção de estrogênios pelos ovários, que são estimulantes do crescimento da endometriose. Durante o período menstrual, a mulher predispõe-se a um agravamento de doenças crônicas associadas ao esqueleto e às glândulas endócrinas (particularmente à tireóide), à coagulação do sangue e ao metabolismo. A apendicite se manifesta com mais freqüência durante a fase crítica.

E a diminuição das defesas imunológicas nesse período contribui para o agravamento de doenças infecciosas, como a furunculose, e viróticas como o herpes. Anemia Esta é sem dúvida uma das mais importantes conseqüências das menstruações repetidas. Caracteriza-se pela redução do número de glóbulos vermelhos e a diminuição na quantidade de hemoglobina ou da relação entre a parte sólida e a parte líquida do sangue, chamada de hematócrito. Como a hemoglobina contida nos glóbulos vermelhos é o principal transportador de oxigênio para os tecidos, os anêmicos costumam sofrer de uma deficiência no aporte de oxigênio às células de todos os órgãos, particularmente do cérebro e dos músculos, o que causa torpor, sonolência, falta de memória, dificuldade de aprender, cansaço e fraqueza.

Para se ter uma idéia da sua incidência, atinge 20% das mulheres que menstruam regularmente, inclusive nos países mais desenvolvidos do mundo. Durante a menstruação, a perda sangüínea varia de 24 centímetros cúbicos no Egito a 57 centímetros cúbicos no Japão, podendo aumentar muito em mulheres que têm úteros volumosos ou sofrem de certas doenças, como miomas. Detalhe Importante: a mulher que usa o dispositivo intra-uterino anticoncepcional (DIU) pode sangrar o dobro da que não usa. Dr. Elsimar Coutinho

 

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