Ejaculação precoce: desvendado o problema

Em Conferência promovida pela Sexual Medicine Society of North America,

 

 

Em Conferência promovida pela Sexual Medicine Society of North America, em 2005 a ejaculação precoce foi considerada uma disfunção de origem biológica com importantes componentes psicossociais, sendo diagnosticada por três critérios: latência ejaculatória breve, perda do controle sobre a ejaculação e desconforto psicológico do paciente e sua parceira. Podemos entender que a ejaculação precoce é definida se após estimulação mínima ocorre de forma persistente ou recorrente o orgasmo e a ejaculação, durante ou logo após a penetração, sendo algo não desejado pelo individuo. Homens que tenham uma latência ejaculatória menor que 1 minuto tem ejaculação precoce. É uma condição masculina das mais prevalentes, acometendo 25,8% da população masculina brasileira, sendo que 70% destes casos são primários, ou seja, ocorre desde a primeira relação sexual e se mantém ao longo da vida segundo dados do Projeto Sexualidade, Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Causas Como causas desta disfunção estão: ansiedade, efeitos de experiências sexuais precoces, baixa frequência da atividade sexual, alteração do desenvolvimento emocional, hipersensibilidade peniana, reflexo ejaculatório hiperexcitável, hiperexcitabilidade geral, endocrinopatia, predisposição genética, ou alteração dos mecanismos biológicos relativos aos neurotransmissores como a norepinefrina, serotonina, oxitocina etc.

 

Através dos resultados de estudos que abrangeram este universo, analisados o tempo de latência ejaculatória, funcionamento sexual, desconforto pessoal, e dificuldades interpessoais, com qualidade de vida, autoestima, confiança, saúde geral, vitalidade, relacionamento social, saúde emocional e mental. Constatou-se que a ejaculação precoce traz impacto negativo no homem e na parceira. Homens com ejaculação precoce relatam menor segurança e conhecimento sobre a sexualidade feminina, sendo alta a prevalência desta situação em parceiros de mulheres também com problemas sexuais. Tratamento O tratamento deve ser enfocado pelo lado biológico, através de uma avaliação urológica, e se for tratado com medicação apropriada para retardar a ejaculação. O ideal é que se tenha também o parecer e um acompanhamento psicológico, pois como descrito acima, podem coexistir ou interdepender várias situações na qual um tratamento multidisciplinar poderá trazer benefícios mais rápidos e duradouros. As cirurgias para redução da sensibilidade peniana, ainda são consideradas experimentais e devem ser evitadas. Fonte: www.cliquesaude.com.br

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