Endometriose: a preocupação da mulher moderna

O nome assusta, mas tem tratamento. A endometriose é uma doença cada vez mais comum no universo feminino. Ela atinge mulheres em idade reprodutiva, geralmente a partir dos ciclos normais (entre os 15 e 35 anos), e pode ser um dos fatores que

causam a infertilidade. “A doença consiste na presença do endométrio, camada que reveste internamente o útero, em locais fora do órgão, o que causa dores e desconforto. No entanto, diversos estudos estão sendo feitos para elucidar as causas, o diagnóstico e o tratamento dessa enfermidade”, informa Jean Pierre Barguil Brasileiro, médico ginecologista e especialista em reprodução Humana, do Instituto Verhum. Hoje a endometriose é uma das doenças mais estudadas em ginecologia, e o Brasil é um dos pioneiros nesses estudos. Uma doença crônica, atualmente ainda sem cura definitiva, com etiologia obscura e tratamentos diversos. Há diversas teorias sobre as causas da endometriose.

Sintomas: Cólicas menstruais muito fortes, dores no ato sexual, dores intestinais e alterações urinárias. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis. O tratamento da endometriose depende de uma abordagem sincera entre a paciente e o médico. É difícil a própria mulher conseguir identificar que está com endometriose. O endométrio é a camada interna do útero renovada mensalmente pela menstruação. “É uma doença que atinge qualquer mulher, e que vai tentando ocupar todos os espaços, ovário, útero, intestino, bexiga”, destaca dr. Jean Pierre. O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito através da história clínica, ultra-som endovaginal na época da menstruação, exame ginecológico. A certeza, porém, só pode ser dada através do exame anatomo patológico da lesão ou biópsia.

Esta pode ser feita através de cirurgia, preferível, a laparoscopia. Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulação da cavidade abdominal através de instrumentos de ótica e/ou vídeo bem como de instrumentos cirúrgicos delicados, que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdômen. “Vale esclarecer que a endometriose não é sinônimo de infertilidade. Há mulheres com a doença que engravidam normalmente. Outras podem ter dificuldade, com diferentes graus de intensidade. Há tratamentos que solucionam o problema”, tranqüiliza o médico. Outras informações: Com o uso da videolaparoscopia é possível visualizar a cavidade pélvica, sob anestesia geral, através de incisão de aproximadamente um centímetro na região umbilical, onde é introduzido um tubo ótico, que conectado a uma câmera colhe imagem do interior do abdômen e os projeta em um monitor semelhante a um televisor. Isso serve para diagnosticar e tratar diversas doenças que acometem o aparelho reprodutor feminino.

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