Flexibilidade: um grande bem que possuímos

Atualmente escutamos com bastante freqüência a palavra “flexibilidade”, mas, porém não sabem exatamente o que ela significa. Devemos ter em mente que Flexibilidade engloba extensibilidade e mobilidade articular. Existem vários conceitos

que definem esta palavra, mas em poucas palavras, pode-se dizer que segundo Reilly (1981) “é a amplitude de movimento articular sem dor”. Ou, de uma maneira mais simples é a capacidade de um indivíduo realizar quaisquer movimentos com maior amplitude que costumeiramente o faz. Além de uma determinada articulação permitir uma significativa amplitude de movimento, outro fator importante é a elasticidade, que é a capacidade que o músculo possui de aumentar seu comprimento, adaptando-se a uma força externa e depois retornando ao seu estado original. Segundo Achour Júnior (1994) “como componente físico é considerada como um importante fator relacionado à saúde e ao desenvolvimento atlético, pois ela pode nos ajudar a melhorar a postura, aumentar a qualidade e quantidade dos movimentos diminuindo riscos de lesões, quando se faz na medida certa e ainda nos favorece maior mobilidade nas atividades diárias e esportivas”.

Como todos nós temos os mesmos componentes de flexibilidade (ossos, cápsula articular, tendões, ligamentos, músculos, gordura, pele) muitas pessoas ficam em dúvida pelo fato de alguns serem mais flexíveis que outros. Essa questão está relacionada com fatores que limitam o movimento, a elasticidade do tecido muscular, dos tendões, ligamentos e outras estruturas são diferentes. Não se pode deixar de considerar também que há influências externas como: a hora do dia, o sexo do indivíduo, a idade, a temperatura ambiente, as roupas, o nível de condicionamento e a habilidade particular do movimento de cada um. Ela é bastante específica para cada articulação, podendo, como já foi dito, variar de um indivíduo para outro. É fundamental saber que há diferenças nos níveis desta capacidade física para que não se exagere quando o assunto é querer ser mais flexível, porque geralmente quando os limites são superados em seu coeficiente de elasticidade e plasticidade, causam o rompimento das estruturas e o surgimento de lesões. Em um atleta de alto rendimento há menor risco de sofrer lesões por ser mais flexível, já uma pessoa que possua um “bloqueio” articular ou uma musculatura “encurtada” apresenta uma amplitude de movimentos limitada com chances maiores de lesões.

A aquisição e a manutenção de flexibilidade não é uma característica somente de atletas desportistas, o correto é que ninguém deveria ter baixos níveis desta capacidade, pois são inúmeros os benefícios que ela nos proporciona, desde saúde e bem estar até uma maior amplitude de um simples movimento feito em nosso cotidiano. Existem vários programas de treinamento para desenvolvê-la, mesmo parecendo fácil é preciso auxílio de um bom profissional de Educação Física para estruturar aulas de acordo com suas variáveis, não dependendo somente disto, mas também da boa vontade de cada um para que se tornem mais objetivas e surtam resultados mais significativos. Lembrando que tudo esta relacionado com o tempo, se querermos resultados é preciso trabalhar, esperar e ser paciente, dedicando-se ao máximo possível, pois nada se conquista as pressas.

Referências: RODRIGUES, Tânia Lucia Flexibilidade e Alongamento, 1998. ACHOUR Jùnior, A. 1994. KAPANDJI, I. A Fisiologia Articular São Paulo: Manole, 1980. Acadêmica Adriana Carla Baseggio

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