Gripe e resfriado: doenças diferentes

A gripe é uma enfermidade desencadeada pelo vírus Influenza, que causa uma infecção aguda nas vias respiratórias. Os sintomas são febre alta, cansaço e fraqueza, dores de cabeça, dores musculares, tosse e dores

de garganta. Os sintomas da gripe são freqüentemente mais graves do que os do resfriado. O vírus Influenza tem uma capacidade de mutação constante. Isto faz com que o organismo das pessoas tenha dificuldade para se defender das agressões deste microorganismo. O contágio pelo vírus ocorre pelo ar ou em contato com as pessoas gripadas. Quando o doente espirra ou tosse, espalha no ar os vírus que podem ser inalados por quem estiver por perto e as epidemias ocorrem especialmente durante o inverno. Se não for tratada a tempo, a gripe poderá evoluir para pneumonia, pois a falta de defesas deixa o organismo susceptível à infecção por bactérias. Geralmente, a doença começa a ceder dentro de uma ou duas semanas e a febre pode durar cerca de oito dias. Prevenir é a melhor opção A imunização contra o vírus da gripe por meio da vacina é válida por um ano, em função das mutações do mesmo.

Ter uma alimentação equilibrada mantém o organismo fortalecido e evita que os sintomas da doença se agravem. Manter o corpo hidratado, ingerindo bastante água, chás e sucos também ajuda a manter as mucosas da vias aéreas hidratadas, evitando, portanto, o seu ressecamento (porta de entrada para outras infecções). Tratamento Não existe tratamento curativo para a gripe. Repouso, uso de analgésico e antiinflamatório, além de mucolíticos (fluidificantes) e expectorantes, ajudam a aliviar os sintomas e a eliminar o catarro. No entanto, o tratamento deve ser feito somente sob orientação do médico, pois só ele saberá avaliar a gravidade dos sintomas e o perfil do paciente para prescrever o medicamento adequado. O resfriado Os resfriados são causados por outros tipos de vírus (como os rinovírus). O sintoma mais comum é a coriza constante (secreção nasal) ou a obstrução nasal (nariz “entupido”).

Isso acontece porque o vírus causa uma lesão nas paredes das vias áreas – nariz e garganta – gerando uma inflamação. Quando o vírus termina seu ciclo, há regeneração das mucosas e os sintomas desaparecem. A gravidade da inflamação causada pelo contato com o vírus vai depender de fatores alérgicos, baixa imunidade e stress emocional. Os sintomas se manifestam cerca de três dias após o contato com o vírus. A coriza pode se tornar espessa e amarelada, a febre quase sempre é baixa ou inexistente, há perda de olfato, paladar e dor de cabeça. Os espirros são freqüentes e em alguns casos há tosse e rouquidão. A transmissão dos vírus que causam o resfriado é feita através do ar, pelo contato direto com outras pessoas resfriadas ou por objetos utilizados por elas. O tratamento dos resfriados baseia-se no alívio dos sintomas. Para se recuperar, a pessoa deve beber bastante líquido para que as mucosas permaneçam hidratadas e cuidar da alimentação, evitando que a baixa resistência propicie o agravamento do problema. Normalmente, as pessoas apresentam melhora dentro de quatro dias; no entanto, alguns sintomas podem durar cerca de dez dias. Porém, quando os sintomas persistem, é necessária uma avaliação médica para investigar a causa e verificar se há contaminação por bactérias – ou pneumonia.

Vírus e bactérias As bactérias são microorganismos, isto é, organismos extremamente pequenos, compostos por uma única célula de estrutura muito simples. Elas podem ser encontradas em todo lugar onde haja substâncias orgânicas que possibilitem a sua alimentação e reprodução: na terra, no ar, na água e em todos os organismos vivos e mortos. A maioria das bactérias é inofensiva e algumas são muito úteis ao homem. É o caso das bactérias da fermentação láctea que possibilitam a produção de queijos e iogurte, e das bactérias da fermentação acética, usadas para fazer vinagre. O pãozinho que comemos todos os dias também não existiria sem as bactérias presentes no fermento. Infelizmente, ao lado dessas bactérias úteis existem outras, muito perigosas para o organismo humano: as bactérias patogênicas, que causam doenças como pneumonia, tuberculose, sífilis, blenorragia, tétano, cólera, febre tifóide, meningite, peste, difteria, erisipela, botulismo e coqueluche entre outras.

O vírus é a menor partícula que existe, visível apenas pelo microscópio. Para viver e se multiplicar, ele precisa estar dentro das células. Quando conseguem entrar em um organismo, os vírus atacam tecidos musculares, nervosos, ósseos e até o sangue. O vírus causador da gripe é o vírus influenza. Sua principal característica é estar em permanente transformação. Quando isso acontece, aparece um vírus “primo” do anterior. Nesses casos, temos alguma defesa contra o novo porque conhecemos o mais antigo. Quando ocorre a recombinação genética, surge um vírus totalmente novo, contra o qual não temos defesa alguma e que pode, muitas vezes, causar uma verdadeira epidemia. Além da gripe, os vírus causam doenças mais severas como: paralisia infantil, sarampo, varíola, caxumba, dengue, rubéola, febre amarela e AIDS.

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