Impotência sexual ou disfunção erétil

O termo mais correto para designar “impotência” é disfunção erétil

 

 

O termo mais correto para designar “impotência” é disfunção erétil. A causa mais freqüente é a ansiedade. A impotência define-se como a incapacidade do homem alcançar e manter uma ereção. Esta incapacidade inviabiliza uma atividade sexual satisfatória. É freqüente um homem experimentar episódios de disfunção erétil ao longo da sua vida. O risco de um homem se tornar impotente aumenta com a idade, sendo este risco mais significativo depois dos 65 anos. Existem várias possibilidades terapêuticas disponíveis para lidar com o problema: medicamentos, aconselhamento sexual, métodos mecânicos e tratamentos cirúrgicos. A disfunção erétil pode ser uma manifestação secundária de outra doença, que necessita ser diagnosticada e tratada. QUAIS SÃO AS CAUSAS O mecanismo subjacente à ereção resulta da ação integrada do sistema nervoso, aparelho vascular, fatores hormonais e fatores psicológicos. Por este motivo, as causas de disfunção erétil podem ser múltiplas e atuar em conjunto.

 

CAUSAS PSICOLÓGICAS – problemas de relacionamento entre os parceiros podem afetar a potência; – ansiedade, depressão; – cansaço; – «stress» laboral; – ansiedade de desempenho (preocupação excessiva com o desempenho durante o ato sexual); – orientação sexual mal definida. CAUSAS ORGÂNICAS – as doenças vasculares são uma causa comum de disfunção erétil. Os doentes com arteriosclerose e hipertensão arterial (HTA) têm associado um maior risco de se tornarem impotentes; – diabetes; – o tabaco aumenta o risco de arteriosclerose e, por isso, de impotência; – feitos colaterais de alguns medicamentos, por exemplo, certos anti-hipertensores (medicamentos utilizados no tratamento da HTA), alguns anti-depressivos e determinados anti-ulcerosos (medicamentos utilizados no tratamento da úlcera péptica); – efeitos colaterais de substâncias psicotrópicas como haxixe, heroína, cocaína, etc.; – consumo crônico excessivo de álcool. QUAIS OS SINTOMAS Os sintomas decorrem da própria incapacidade de consumar o ato sexual. Podem-se associar queixas relativas às causas que estão na origem da disfunção erétil. COMO SE DIAGNOSTICA O primeiro passo consiste em consultar o seu médico de família. O clínico geral pode optar por instituir alguma terapêutica ou referenciá-lo para um especialista.

Para rastrear as causas de disfunção erétil, o médico necessita de uma história médica e sexual bem como observação clínica do doente completas, para pesquisa das múltiplas causas que podem estar envolvidas. Uma caracterização detalhada da relação entre os parceiros e da sua vida sexual é também indispensável. Muitos médicos optam pela presença de ambos os parceiros na entrevista inicial, o que se pode revelar particularmente útil. A avaliação laboratorial de sangue e urina pode ser útil para despistar diabetes e problemas vasculares associados a valores elevados de colesterol e triglicérideos no sangue. O doseamento de testosterona no sangue é também necessário para investigar problemas hormonais. Finalmente, temos exames especiais que se podem revelar necessários. Um exemplo é a utilização de ultra-sons (ecografia) para avaliar as artérias penianas. Outro exemplo é a avaliação da resposta a drogas que normalmente estimulam uma ereção quando injetadas diretamente no pênis. FORMAS DE TRATAMENTO Em primeiro lugar, deve-se tratar a causa orgânica subjacente, se existir. Se a origem do problema radica em causas psicológicas, a orientação para um psicólogo/psiquiatra, com recurso a psicoterapia será a abordagem indicada. Todavia, a disfunção erétil é um problema complexo. Por vezes, não há possibilidade de identificar uma causa específica, orgânica ou psicológica. Seja qual for a causa, muitos homens impotentes são tratados com sucesso mediante recurso a uma das seguintes terapêuticas: TRATAMENTO FARMACOLÓGICO – sildenafil (Viagra) – revela-se eficaz em cerca de 80% dos doentes (em doentes diabéticos a taxa de sucesso ronda os 50%) e necessita de ser tomado uma hora antes da relação sexual. Não provoca uma ereção se o homem não se encontrar sexualmente estimulado. Existem indicações bem definidas no que se refere à prescrição deste fármaco.

Trata-se de um medicamento que não deve ser utilizado para fins recreativos e que não deve ser obtido sem receita médica. A sua utilização implica uma vigilância rigorosa do doente por parte do médico. Os efeitos colaterais incluem rubor da face e corpo e alterações da visão. Não deve ser utilizado por doentes com história recente de enfarte ou trombose, ou que se encontrem medicados com nitratos para a angina de peito. – Fármacos injetáveis – o doente injeta uma substância no pênis que provoca uma ereção. A injeção é auto-administrada 10 minutos antes da relação e provoca uma ereção de 1-2 horas. Trata-se de uma técnica que não é isenta de efeitos indesejáveis, estando sujeita também a prescrição médica. MÉTODOS MECÂNICOS – Anéis púbicos – consiste em colocar um anel de borracha na base do pênis. É particularmente eficaz em homens que não conseguem manter uma ereção duradoura. – Bomba de vacuum – trata-se de um cilindro que cria baixas pressões e que se coloca sobre o pênis permitindo assim uma ereção. Depois coloca-se um anel púbico para manter a ereção. TRATAMENTO CIRÚRGICO – Prótese/implante peniano – consiste na introdução de um material flexível, sintético ou metálico, no interior do pênis, permitindo uma ereção mecânica. Este tratamento não é reversível sem uma segunda cirurgia, pelo que só está indicado quando os outros métodos falharam. Qualquer que seja a forma de tratamento, o aconselhamento psico-sexual é indispensável. Pode ser por si só suficiente na disfunção com origem em causas psicológicas, ou um complemento nas disfunções com outras causas. Ainda que um indivíduo possa freqüentar as sessões de aconselhamento sozinho, está demonstrado que o acompanhamento conjunto dos parceiros está associado a maiores taxas de sucesso. Formas de prevenção – Modificar os estilos de vida que afetam a saúde das suas artérias e veias: não fumar, moderar o consumo de álcool e de gorduras (sobretudo as gorduras saturadas), praticar exercício físico e aprender a relaxar-se. Muitos especialistas defendem que uma das melhores medidas preventivas consiste em fazer amor freqüentemente com a sua parceira, procurando o prazer. Outras designações – Disfunção erétil masculina, impotência. Quando consultar o médico especialista – O doente deve recorrer ao seu médico de família sempre que as queixas comprometam a sua qualidade de vida e introduzam disfuncionalidade na sua vida de relação. Pessoas mais predispostas – Indivíduos com diabetes, cancro da próstata, esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesão medular e depressão nervosa, têm maior predisposição para sofrer de disfunção erétil. Outros Aspectos – Indivíduos com diabetes, cancro da próstata, esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesão medular e depressão nervosa, têm maior predisposição para sofrer de disfunção erétil. Indivíduos com diabetes, cancro da próstata, esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesão medular e depressão nervosa, têm maior predisposição para sofrer de disfunção erétil. Fonte: www.medicinaealimentacao.com

Deixe uma resposta