Incontinência urinária

 

A Incontinência Urinária é um problema de saúde comum entre mulheres de meia idade e entre os idosos. De acordo com levantamento realizado pela PUC Campinas com 742 idosos, 45,3% dos entrevistados levanta-se duas ou mais vezes durante

a noite para ir ao banheiro. Estima-se que cerca de 30% da população feminina terá incontinência urinária depois dos 60 anos. Entre os homens o índice chega a 10%. É uma doença caracterizada pela perda involuntária de urina, tratável e que precisa de orientação médica. O problema acomete cerca de 12 milhões de brasileiros e afeta diretamente a qualidade de vida do paciente. A doença tem como característica fazer com que o paciente sinta necessidade de ir várias vezes à noite ou de dia ao banheiro – mais do que o normal – e, por isso, tenha medo de sair de casa e não encontrar um banheiro. Não conseguir segurar a urina acarreta uma série de outros problemas, como infecções, perda da auto-estima, forçando muitas pessoas a um isolamento involuntário.

Estes sintomas demonstram a piora de qualidade de vida, levando a maioria dos pacientes à depressão. Por fatores anatômicos, as mulheres são as mais atingidas pela síndrome. Existe uma crença de que a incontinência urinária é um processo que faz parte do envelhecimento feminino, mas, de acordo com o urologista José Carlos Truzzi, a perda de urina não é normal em nenhuma idade. Os tratamentos atuais permitem que em média de 70% a 80% dos portadores da disfunção obtenham melhora dos sintomas. Ele é iniciado com exercícios de reabilitação do assoalho pélvico e, nos casos em que não há resultado efetivo, pode-se optar por cirurgia, geralmente executada em regime de day-hospital, com alta hospitalar no mesmo dia.

Recentemente, a aplicação intra-vesical de BOTOX® tornou-se uma alternativa muito eficaz para a bexiga hiperativa, tipo mais comum de incontinência urinária. O tratamento é menos invasivo que a cirurgia e não apresenta os efeitos colaterais dos medicamentos orais. A toxina botulínica tipo A, que também atua em outras aplicações aplicações, é usada para relaxar temporariamente os músculos da bexiga, impedindo-os de contrair-se involuntariamente. A ação dura mais de 6 meses e proporciona uma melhora acentuada na qualidade de vida dos pacientes, que recuperam a auto-estima e retomam suas atividades rotineiras.

José Carlos Truzzi Urologista

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