O tempo não pára!

É um reflexo da idade biológica de uma pessoa, mas nem sempre corresponde à idade

 

Envelhecer é uma realidade da qual não podemos fugir. As marcas do tempo vão aparecendo no nosso rosto pelas rugas e linhas de expressão. Embora ainda não tenham inventado o elixir da juventude eterna, há como retardar e amenizar essas marcas. Veja a seguir como fazer isso de forma natural e saudável! As rugas faciais são um dos parâmetros mais visíveis de um fenômeno fisiológico que não podemos conter: o envelhecimento. Por mais que isso nos incomode, o envelhecimento da pele é algo irreversível e evolutivo. É um reflexo da idade biológica de uma pessoa, mas nem sempre corresponde à idade cronológica. A dermatologista Dra. Adriana Vilarinho explica que as rugas não são, essencialmente, sinal do envelhecimento cutâneo.

 

“As rugas podem surgir devido a alguns maus hábitos como o excesso de sol, o estresse, o cigarro, as noites mal dormidas, sem contar a hereditariedade.” De forma geral, as rugas e linhas de expressão surgem por causa de importantes alterações hormonais e pelo excesso de radicais livres decorrentes do excesso de sol e de vida desregrada, ou seja, má alimentação, falta de prática de exercícios e pouco tempo de sono. A idade nem sempre importa O surgimento de rugas e linhas de expressão independem, em muitos casos, da idade cronológica da pessoa, pois a hereditariedade e o estilo de vida também aceleram o processo de envelhecimento. Outro fator importante que contribui para o aparecimento das rugas é o meio ambiente. A Dra. Vilarinho explica que o excesso de sol, o estresse físico, metabólico e emocional, o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas aceleram esse processo. “O que muitas pessoas não sabem é que noites mal dormidas prejudicam muito a pele, pois é durante o sono que liberamos hormônios muito importantes para a renovação celular, que são essenciais para a manutenção da jovialidade da pele”, afirma a dermatologista.

“VOCÊ PODE RETARDAR AS RUGAS, MAS EVITAR SEU APARECIMENTO É IMPOSSÍVEL.” Portanto, quem deseja evitar rugas e linhas de expressão deve ter um estilo de vida saudável. Como retardar o aparecimento das rugas? Para começar, o mais importante é manter um estilo de vida saudável. Uma dieta equilibrada, a prática de exercícios e cuidados básicos com a pele são as primeiras formas de retardar o aparecimento das rugas antes do tempo. Além disso, usar hidratantes com fator de proteção solar desde a mais tenra idade é fundamental para evitar o fotoenvelhecimento prematuro. A Dra. Vilarinho diz o seguinte: “você pode retardar as rugas, mas evitar seu aparecimento é impossível, pois há uma queda da musculatura que é natural ao longo dos anos. Entretanto, existem excelentes aparelhos que atrasam em muito seu surgimento, como também há cremes que melhoram tudo isso.” Envelhecimento intrínseco X fotoenvelhecimento Você pode não saber, mas existem dois tipos de envelhecimento: o intrínseco e o fotoenvelhecimento. Como o próprio nome diz, intrínseco vem de dentro para fora, ou seja, é resultado do excesso de radicais livres, alteração do metabolismo, alterações hormonais etc. Já o fotoenvelhecimento é ocasionado pela ação do sol em excesso no colágeno e na elastina da pele. Menopausa: inimiga da pele jovem Geralmente, as mulheres após a menopausa apresentam mais rugas.

A Dra. Vilarinho explica que isso acontece devido a alterações hormonais. “Quando temos taxas hormonais reduzidas, que é o que acontece durante a menopausa, ocorrem alterações na pele e nos cabelos, por isso passamos a desenvolver mais rugas e cabelos brancos.” Dieta que ajuda a retardar as marcas do tempo Um estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, mostrou que uma dieta rica em frutas, legumes, azeite de oliva e oleaginosas pode retardar o aparecimento de rugas. Isso pode ser explicado pela capacidade que determinados alimentos têm de proteger a pele da ação da luz, evitando assim a proliferação de radicais livres. Dra. Adriana Vilarinho é dermatologista formada na Faculdade de Medicina do ABC. Fonte: transcrito da revista Viver Nutrilite (Ano 3, Número 9, Setembro de 2006, páginas 12 e 13).

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