Vertigem e tontura na velhice

A queixa de tontura e vertigem é bem comum na prática médica, com o paciente

 

 

A queixa de tontura e vertigem é bem comum na prática médica, com o paciente normalmente chegando com a referência: – “Estou com crise de labirintite”. A tontura refere-se a uma alteração do equilíbrio. A vertigem é a falsa sensação de movimento, com a impressão de que os objetos se movem. Uma crise forte pode determinar náuseas, vômitos, sudorese, palidez e sensação de desmaio. A afirmação – “Estou com labirintite” – para os casos de tontura e vertigem é errônea. A labirintite pode ser uma das causas; significa inflamação de parte do ouvido interno que pode determinar tontura. Podemos dizer que a labirintite leva à tontura e vertigem, mas que poucas tonturas e vertigens devem-se a labirintite.

 

Várias podem ser as causas de tontura e vertigem, como: – trauma – infecção – drogas ilícitas – medicamentos, principalmente em idosos – tumores do sistema nervoso central – doenças do ouvido interno – envelhecimento – hipotensão ou hipertensão arterial (pressão baixa ou pressão alta) – distúrbios hormonais – anemia – e poderíamos listar inúmeras outras causas, num total em torno de 300. A vertigem paroxística benigna é aquela que ocorre quando se muda de posição bruscamente – normalmente ao levantar-se após estar abaixado. É algo bem passageiro, que se resolve com a correção da postura. O diagnóstico da causa de tontura e vertigem não é fácil, pois inúmeras são as causas. Devemos lembrar que tontura e vertigem não são doenças, mas sintomas.

A maioria dos casos é diagnosticada e tratada clinicamente. Outros necessitarão de exames complementares. O tratamento, para ter sucesso precisa basear-se na causa. O uso de medicamentos deve ser feito sob prescrição e controle médico, já que o uso crônico de antivertiginosos pode levar a outros problemas como parkinsonismo e depressão. É essencial que a causa seja identificada e eliminada. Podem ser necessários exercícios labirínticos. Também importante à mudança de hábitos, como por exemplo, a abstenção do tabagismo. Somente pessoas que buscam o adequado tratamento, evitando a rotatividade de médico a médico e que abandonam hábitos errôneos que podem obter sucesso no tratamento. João Batista Alves de Oliveira – Médico Especialista pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Mestrando em Gerontologia PUC-SP

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